quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Chegada do UFC Rio gera "corrida" para criação de confederação de MMA

Confederação de Bitetti e outra apoiada por Popó podem disputar espaço no país

Com a volta do UFC ao Brasil, para sua primeira edição no Rio de Janeiro, o MMA está em estado efervescente, seja para a torcida ou para quem está nos bastidores. E, como a modalidade cresceu apenas recentemente, surgiram dois projetos para criar uma Confederação que regulamente o esporte. As iniciativas correm paralelamente, com discursos simpáticos uma à outra, mas com o risco de já criarem um racha nas “artes marciais mistas”.

Quem saiu na frente foi Amaury Bitetti, ex-campeão mundial de jiu-jítsu e empresário criador do Bitetti Combat. Nos últimos dias, ele formalizou a criação da Confederação Brasileira de Mixed Martial Arts (MMA), publicando o estatuto no Diário Oficial do Rio de Janeiro e assumindo a presidência da entidade.
O outro projeto parte do comentarista e árbitro Carlão Barreto, contando com apoio de nomes como o ex-pugilista  e atual deputado Acelino Freitas, o Popó.

O discurso dos dois é somar forças para o crescimento da modalidade, usando a confederação para regulamentar e dar mais estrutura aos eventos nacionais de MMA e aos lutadores. Cogita-se até unir as duas ações para que a Confederação abrace toda a modalidade, mas hoje os dois projetos correm paralelamente, cada um buscando seu espaço e o “domínio” do esporte no país.

Na prática, a criação da Confederação presidida por Bitetti já deu um primeiro passo forte, mas ainda depende de adesões para que a entidade tenha influência real. Lutadores, federações e eventos têm de mostrar apoio, legitimando assim as diretrizes que serão criadas. O cenário é diferente dos Estados Unidos, onde as Comissões Atléticas é que tem poder.

“Nossa confederação já está montada, oficialmente, com a publicação do estatuto no Diário Oficial do Rio. Estamos ligados à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e vamos tentar a chancela do Orlando Silva no Ministério do Esporte”, afirmou Bitetti, que desde 2009 tenta fazer os planos deixarem o papel.

“Ter um evento como o UFC Rio acontecendo com certeza acelerou o nosso processo, foi ótimo”, adicionou ele, que cita como planos para o MMA ter um cadastro de lutadores, montar um ranking e dar mais condições de estrutura para os eventos nacionais.

Com o mesmo tipo de iniciativas em mente, a confederação planejada por Barreto com o apoio de Popó também tem planos de sair do papel ainda este ano. “Uma ideia dessa tem de ser apoiada. Tem muita gente que conseguiu mudar de vida com o MMA e é importante regulamentar a modalidade. Não se pode pensar só nos grandes lutadores, temos que ajudar a galera amadora que está chegando. E não há momento melhor do que agora”, defendeu o tetracampeão mundial de boxe Popó, mostrando não ter preconceito com o MMA, hoje o esporte de lutas com mais expressão no mundo.

O pugilista deixou claro que só apoia o projeto de Barreto nos bastidores e que, como parlamentar, não tem qualquer intenção de ter um cargo na entidade.

(Fonte:Maurício Dehò/UOL)

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