terça-feira, 23 de outubro de 2012

No Brasil, casal Tate e Caraway elogia Anderson e admite medo das favelas

Americanos se impressionam com praticidade dos brasileiros: 'Podemos ver as pessoas cozinhando no porta-malas dos carros, achei legal, interessante'

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Um dos poucos casais de lutadores do mundo do MMA, os americanos Miesha Tate e Bryan Caraway estão no Rio de Janeiro para um período de novas experiências profissionais. De cara eles se depararam com uma grande diferença cultural em relação aos EUA: as favelas, que lá fora costumam ser bastante temidas, principalmente pela falta de um maior conhecimento do assunto. Mas a preocupação durou pouco, como contou a lutadora peso-galo do Strikeforce:

- Todos diziam para ficar longe da favela, aí quando chegamos, logo no caminho do aeroporto para o hotel disseram que tinha uma favela, eu tomei um susto! Mas depois soube que algumas são pacificadas e seguras - disse Miesha.

Anderson Silva com o casal Miesha Tate e Bryan Caraway (Foto:Ivan Raupp/Globoesporte)

Miesha e Bryan estão treinando na academia XGym, no Recreio dos Bandeirantes, com o professor de jiu-jítsu Sylvio Behring, que por sinal é mestre de Rich Guerin, técnico de Caraway em Yakima, Washington. E ficaram impressionados com o comportamento de Anderson Silva, que voltou aos treinos nessa mesma academia apenas três dias após derrotar Stephan Bonnar.

- Foi muito legal vê-lo ser humilde, só mais um cara normal, parte do time, ajudando todo mundo no treino. Ele acabou de lutar no UFC, a maioria das pessoas estaria no Havaí ou outro lugar em férias, mas ele está aqui ajudando. É muito legal - afirmou Bryan.

A musa Miesha Tate foi bastante simpática durante
a entrevista (Foto:Ivan Raupp/Globoesporte)

O casal veio ao Brasil primeiramente porque o peso-galo do Ultimate foi córner do compatriota Sam Sicilia no duelo contra Rony Jason no UFC Rio III, no último dia 13. Já no início do convívio, a praticidade dos brasileiros impressionou Miesha Tate:

- Nós sempre quisemos vir ao Brasil, sempre esteve na nossa lista de coisas a fazer. Como o UFC seria aqui e ele estaria no córner, por que não aproveitar para viver essa experiência e treinar por cinco ou seis semanas? Como se diz em português: "Eu gosto" (risos). É bem diferente dos EUA, mas todo mundo é muito legal, o treino aqui é muito bom, e para isso que viemos. Gosto mais de ver as áreas pobres do que os pontos turísticos, porque sinto que posso conhecer mais da cultura. Podemos ver as pessoas cozinhando no porta-malas dos carros, achei legal, interessante.

Outro ponto que chamou a atenção da musa foi a adoração dos brasileiros pelo jiu-jítsu, arte marcial tupiniquim. Um exemplo disso foram os gritos de "Jiu-jítsu!" vindos das arquibancadas após as vitórias de Demian Maia e Rodrigo Minotauro na Arena da Barra, ambas por finalização.

- As pessoas gostam mais da luta de chão aqui do que nos EUA. Lá, as pessoas só querem ver sangue, briga, não entendem a técnica no chão. Aqui, as pessoas são mais educadas, pois isso é muito importante para sua cultura, é amplamente respeitado. Lá, quando a luta vai para o chão, eles vaiam - declarou a lutadora.
(Foto:Ivan Raupp/Globoesporte)

Bryan Caraway e Miesha Tate pretendem treinar também com outras equipes durante o período em que estiverem no Rio, como a Nova União, de José Aldo e Renan Barão. Além disso, o brasileiro Diego Brandão, que ficou amigo de Caraway durante o The Ultimate Fighter 14, do qual ambos participaram, convidou o casal para treinar em Manaus, sua terra natal.




Por:Adriano Albuquerque e Ivan Raupp/SporTV

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