quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Mãe de Ronda Rousey também critica Cris Cyborg: 'Ela usa esteroides'

Ann Maria DeMars, campeã mundial de judô em 1984, garante que brasileira dá desculpas sem fundamento para fugir do duelo contra sua filha

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O DNA da família Rousey é realmente forte. Quem vê Ronda Rousey, a campeã dos galos do UFC, falando, poderia imaginar de onde vem tamanho talento para provocar os adversários e falar o que pensa sem freios: da sua mãe. Quem fez essa análise, acertou em cheio. Ann Maria DeMars, campeã mundial de judô em Viena-1984 e primeira americana a subir a um pódio na competição, transferiu para a filha não só o talento para a luta, mas também a personalidade forte e as declarações polêmicas e diretas. E o alvo da metralhadora giratória da mamãe Rousey passou a ser o mesmo de sua filha: a brasileira Cris Cyborg.

Ronda Rousey e sua mãe, a campeão mundial de judô Ann Maria Demars (Foto: Julia Group)

- Todos sabemos que ela usa esteroides. É como o cara que é pego dirigindo bêbado e diz que é a primeira vez que dirigiu bêbado na vida. É possível, mas não é provável. Eu diria que se há atletas disciplinados o suficiente para controlar seu treinamento e seu peso, por que ela não consegue? Por que ela deve recere privilégios? Não acredito em regras especiais para pessoas especiais. Para mim, todas as razões que ela deu para não atingir o peso são falsas.

Do alto de sua experiência de campeã mundial de judô, a mãe de Ronda Rousey rebate um dos principais argumentos para não poder chegar ao limite de 135 libras (61,2 kg): o perigo de não conseguir engravidar.

- Eu competi por muitos e muitos anos, e não acredito nesse argumento que perder muito peso atrapalhe as chances de uma mulher engravidar. Eu tive quatro filhos e competi por 14 anos. Nesse tempo, eu perdi muito, muito peso. Como pode alguém te oferecer uma grande soma em dinheiro para você ter que bater o peso uma vez por três minutos em cima de uma balança e você dizer que não consegue?


Ann Maria Demars deu um ano a Ronda Rousey para
que ela tivesse sucesso no MMA (Foto: Julia Group)

Comentando a sua reação quando a filha lhe comunicou que deixaria o judô para ingressar no MMA, Ann Maria DeMars, que trabalha na Universidade do Sul da Califórnia, disse que achou que Ronda estivesse brincando.

- Eu achei a ideia mais idiota que já tinha ouvido na vida. Ela poderia ter ido para para a USC de graça, também pesquisamos diversas universidades da Costa Leste em que ela teria bolsa integral para estudar por ter a medalha de bronze nas Olimpíadas de 2008, em Pequim. Achei que ela se formaria e entraria em uma carreira como bióloga marinha ou algo assim. Ronda é muito inteligente, e poderia ter escolhido onde estudar. Ao invés disso, ela escolheu dar socos na cara dos outros e ser paga por isso, mesmo não havendo na época oportunidades realmente boas. Eu achei uma burrice imensa. Era como ela dizer que seria uma bordadeira profissional...

DeMars revelou que decidiu apoiar a filha por algum tempo, mas deu um aviso:

- Eu disse a ela que a daria suporte por algum tempo, mas que depois ela deveria voar com as próprias asas, ou então despencar de uma vez. Eu tinha medo que ela se tornasse uma daquelas pessoas que moraria para sempre na casa dos pais. Vejo muita gente que se diz "atleta olímpico" e não treinam como deveriam, não tem muito potencial para vencer e, mesmo assim, chegam aos 30 anos de idade viajando o mundo e custando uma fortuna. Por isso, dei a Ronda um ultimato: ela teria um ano para conseguir andar com as próprias pernas. Disse a ela que não iria apoiá-la a vida inteira só porque ela tinha um sonho. Eu também tenho um sonho, que é me aposentar bem algum dia. Dei a ela um ano para morar comigo sem se preocupar com os custos de nada, nem com o seguro do carro. Se em um ano ela não conseguisse o objetivo, teria que ir para a universidade.

Após o sucesso meteórico de sua filha no MMA, a filha de Ann Maria DeMars transformou-se em uma das protagonistas da maior organização de MMA do mundo, tendo sua vida e sua intimidade reveladas, por vezes de forma desconfortável. Como o suicídio de seu pai.

- Eu acho que ela lidou com isso da melhor forma possível. Francamente, eu tento ser cordial com os repórteres, porque minha filha mais velha é jornalista esportiva e sei que é o trabalho dela e dos seus colegas conseguirem uma boa história, mas nos fazem as mesmas perguntas sempre: 'Como você se sentiu quando seu marido morreu?', 'Como você se sentiu quando seu pai morreu?' Como vocês acham que nos sentimos? É compreensível que perguntem, porque estão diante de uma atleta que pode render uma boa história, mas por outro lado é difícil ficar respondendo isso sempre.





Fonte:SporTV

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