sábado, 6 de abril de 2013

Mousasi estreia no UFC com uma vitória decepcionante sobre Ilir Latifi

Armênio naturalizado holandês controlou o novato sueco e não mostrou o porquê de ser considerado um dos candidatos ao cinturão dos meio-pesados

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O armênio naturalizado holandês Gegard Mousasi era considerado por muitos o meio-pesado que faltava ao UFC. Neste sábado, em Estocolmo, ele não conseguiu provar o porquê. Com uma atuação indigna de um candidato ao cinturão da categoria, Mousasi mostrou superioridade sobre o novato sueco Ilir Latifi, que aceitou substituir o ídolo local Alexander Gustafsson com apenas cinco dias de antecedência para a luta, e venceu por decisão unânime dos juízes (triplo 30-27) após três rounds. Na entrada para a luta, Latifi dirigiu-se ao octógono ao som da música tema do filme "Rocky, o lutador", levantando a torcida.

Gegard Mousasi venceu por decisão unânime dos juízes o sueco Ilir Latifi na Suécia (Foto: Getty Images)

- Minha estratégia era mantê-lo à distância, porque ele é um wrestler. Me lesionei nos treinos para essa luta. Aproveito para desejar o melhor para Alexander Gustafsson, que é um grande esportista, e espero enfrentá-lo no futuro - disse Mousasi após o combate.

A luta
O primeiro round começou com Mousasi mostrando calma e confiança totais, ao contrário de Latifi, que aparentava nervosismo. Soltando golpes muito fortes, como se quisesse acabar logo com a luta, o sueco não conseguia acertar a distância, enquanto o holandês parecia "brincar" com o adversário, aplicando jabs e chamando Latifi para a luta. Mais alto e esguio, Mousasi mantinha o rival à distância, o que irritava Latifi, que no fim do round passou a chamar o adversário para o combate, visivelmente nervoso.
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No segundo round, a velocidade de esquiva de Mousasi o protegia dos golpes seguidos de Latifi, que passavam no vazio e desgastavam o sueco. O holandês parecia lutar em ritmo de treino, confiante de que poderia vencer o combate a qualquer momento. Cercando Latifi durante todo o round, ele aplicava chutes e socos eventuais, mas sem pretensão de nocautear ou mesmo de derrubar o rival. Com técnica claramente superior, Gegard Mousasi controlava a luta, mas não empolgava a plateia, que ensaiana vaias na medida em que o tempo passava.

O terceiro e último round manteve o panorama dos rounds anteriores: Latifi, já com o rosto marcado pelos muitos jabs aplicados por Mousasi, continuava tentando acertar um golpe vencedor, enquanto o hoandês se mantinha à distância, aproveitando a maior envergadura para aplicar golpes que pontuassem e garantissem a vitória de forma segura, sem correr riscos. Mais rápido que o sueco, Mousasi se mantinha em vantagem e, protegido pela distância, controlou a luta até o final, mesmo sofrendo uma pequena pressão de Latifi no fim, conquistando uma vitória morna e vaiada pelos fãs presentes ao evento.

Confira as demais lutas do card principal do UFC: Mousasi x Latifi


Ross Pearson venceu Ryan Couture por nocaute técnico no segundo round

Filho de Randy Couture, uma das maiores lendas do UFC e do MMA, o peso-leve Ryan Couture teve pela frente um veterano do octógono, o inglês Ross Pearson, vencedor da nona temporada do "The Ultimate Fighter" e com seis vitórias e três derrotas no UFC.O duelo começou com ambos os lutadores buscando a luta agarrada, encurtando a distância e evitando dar espaços um ao outro. Mais alto, Couture imprensou Pearson na grade e manteve a pressão aplicando joelhadas e tentando levar a luta para o chão. O inglês livrou-se da posição incômoda imposta pelo rival e passou a dominar o centro do octógono, buscando a trocação. Após alguns segundos buscando ajustar a distância, Pearson acertou um bom uppercut que atingiu o rosto do americano, mas sem força suficiente para derrubá-lo. Couture encurtou a distância e manteve-se próximo até o fim do round. No segundo round, os lutadores diminuíram o ritmo, evitando abrir suas guardas. Couture fazia uma luta estratégica, entrando e saindo do raio de ação de Pearson com rapidez, aplicando golpes não muito fortes, mas que pontuavam para os juízes. A 1m30s do fim do round, no entanto, Pearson segurou o pé esquerdo de Couture, derrubando-o e acertando uma sequência de golpes que minou a sua resistência. Abalado, o americano virou uma presa fácil para o inglês, que encaixou uma nova sequência de golpes que acabou por nocautear o estreante aos 3m45s do segundo round.

- Eu estou mais velho, estou ficando mais sábio, e os treinos tornam tudo perfeito. Foi questão de timing e de achar o momento certo para acertar os golpes. Quebrei o pé esquerdo no vestiário, antes da luta, e mesmo assim decidi vir para o combate. Acabei tentando chutes com esse pé. Obrigado a todos que compareceram - disse Pearson após a disputa.


Matt Mitrione venceu Philip De Fries por nocaute no primeiro round

No único duelo de pesos-pesados do UFC realizado em Estocolmo, Matt Mitrione, que vinha de derrotas para Cheick Kongo e Roy Nelson, enfrentou o inglês Philip De Fries, que perdeu duas de suas últimas três lutas, para Stipe Miosic e Todd Duffee, vencendo Oli Thompson entre elas. A derrota colocaria qualquer um dos dois em posição de ser demitido pela organização. Lutando por seus empregos no maior torneio de MMA do planeta, os dois gigantes partiram para a decisão de suas carreiras de início, mas nem houve tempo para que De Fries fizesse alguma coisa. em apenas 19 segundos, o americano derrubou o rival no solo e acertou uma sequência impressionante de seis golpes que encerraram a luta. Eufórico, Mitrione comemorou aos gritos de "Quero o nocaute da noite!!" e "Tenho três filhos, cara!"

- Agradeço a todos pelo que fizeram por mim, e estou pronto para fazer o que quiserem que eu faça. Também quero agradecer ao povo da Suécia, que foi muito caloroso, mas eu quase fui preso ontem à noite! Seus policiais disfarçados são perigosos e quase me pegaram ontem quando eu fui comprar comida! Ainda bem que isso não aconteceu! Agora, quem der uma surra no meu amigo que quase causou isso tudo ganha uma cerveja por minha conta! - disse o lutador, arrancando risos da plateia. Antes de responder seriamente à pergunta, o americano brincou com o entrevistador e chamou um "intérprete" para traduzir para o inglês a sua primeira resposta.


Brad Pickett venceu Mike Easton por decisão dividida dos juízes

Ambos vindos de derrota no UFC, respectivamente para Eddie Wineland e Raphael Assunção, Brad "One Punch" Pickett e Mike "Hulk" Easton precisavam de uma vitória para se manterem no caminho de uma eventual disputa de cinturão entre os pesos-galos. Após um começo equilibrado, com ambos trocando socos e chutes baixos, Easton conseguiu derrubar Pickett e golpeá-lo por algum tempo no chao, antes que o inglês levantasse e tentasse dar o troco, buscando a derrubada. O americano resistiu e só foi derrubado no último segundo do round. Na volta para o segundo período, os dois lutadores se mantiveram agressivos e buscando o combate todo o tempo. O americano conseguiu uma boa queda na segunda metade do round, mas Pickett recuperou-se e terminou o round golpeando o rival nas grades. No terceiro round, com a luta totalmente indefinida, Pickett conseguiu levar Easton para o chão em uma bela transição, e manteve a pressão sobre o rival. A dois minutos do fim da luta, Pickett derrubou Easton novamente, e pegou o seu pescoço em uma guilhotina, não muito bem encaixada. O americano livrou-se do golpe. Os dois se mantiveram trocando golpes até o fim, e os juízes decidiram que a vitória, por decisão dividida (29-28, 27-30 e 30-27) foi de Brad Pickett.

- Voltei aos velhos tempos de trocação aberta hoje. Eu adoro lutar contra caras como Mike Easton, é esse tipo de luta que eu quero. Quero lutas de alto nível como essa. Desejo paz e amor ao Mike Easton. Essa foi a luta mais difícil que eu já venci - disse Brad Pickett após o duelo.


Akira Corassani venceu Robbie Peralta por decisão unânime dos juízes

Membro do time que disputou a 14ª edição do reality show "The Ultimate Fighter", o sueco Akira Corassani teve pela frente o americano Robbie Peralta na luta de abertura do card principal do UFC: Mousasi x Latifi. Vindo de vitória em sua única luta no UFC, conra Andy Ogle, Corassani enfrentou um adversário ainda invicto no torneio, com duas vitórias e uma luta se resultado. No começo do combate, Peralta sominou o centro do octógono e fez Corassani circular pela área de luta. Com três minutos de luta, o americano acertou um bom soco, que fez o sueco sentir por alguns momentos, recuperando-se rapidamente. Menos agressivo que de costume, Corassani parecia não conseguir encaixar seu estilo de luta contra o rival, que mantinha o domínio do combate, mas sem ser decisivo. O equilíbrio do primeiro round se manteve no segundo, com os dois lutadores mantendo suas estratégias de luta. Corassani apostava em conseguir travar os chutes de Peralta, mas o americano buscava mais os socos, e frustrava o sueco. Trabalhando nos contra-ataques, Peralta conseguiu acertar bons golpes na metade do round, abalando Corassani, que não conseguia se impor no combate. Aparentando cansaço, o sueco mantinha-se na defensiva, até que, a 38s do fim do round, acertou um overhand de direita que por pouco não derrubou Peralta. O americano ainda recebeu um golpe de direita antes do fim do período, No terceiro e último round, os dois lutadores mostravam algum desgaste, mas foi Corassani que conseguiu levar o rival para o chão, ficando por cima. Peralta evitou que Corassani aplicasse uma kimura, e se manteve no controle, tanto no chão quanto em pé, dominando as costas do americano. O combate ficou truncado nas grades e no solo até o fim, e os juízes decidiram, por decisão unânime (30-27, 30-27 e 29-28), que a vitória foi de Akira Corassani.

- Deu para ver que eu fui atingido muito forte. Mas Peralta é o meu ídolo, cara. Ele tem dois filhos e trabalha o dia todo, e fez uma luta como essa hoje, aqui. Ele é a prova de que tudo é possível. Só tenho que dizer que a água da Suécia é a melhor água do mundo. Obrigado a todos os suecos que vieram aqui. Nasci e fui criado aqui, e esse é o melhor país e o melhor povo do mundo - disse Akira Corassani após a luta.



Fonte:SporTV

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