segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Velásquez dá uma surra Cigano, e após nocaute se consagra como número 1

Americano alterna socos fortes em pé com quedas e pressão na grade para manter cinturão peso-pesado. Brasileiro sai de novo com o rosto desfigurado

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O fim da trilogia não teve final feliz para os brasileiros. Com uma atuação dominante em todas as áreas, assim como havia feito na segunda luta, Cain Velásquez derrotou Junior Cigano na atração principal do UFC 166, na noite deste sábado, em Houston (EUA), e manteve o cinturão da categoria peso-pesado (até 120kg) do Ultimate. Desta vez, no entanto, o americano conseguiu no suspiro final o nocaute técnico, primeiro sofrido por Cigano, para dar um gosto ainda mais especial na vitória e se firmar como número 1 da divisão.

O campeão esteve muito bem durante todo o combate e impôs sua estratégia com êxito, alternando socos fortes em pé com quedas e pressão na grade. Cigano, por sua vez, saiu novamente com o rosto bastante inchado e desfigurado. Ao fim da luta, o brasileiro reconheceu a superioridade do adversário e deu a ele todos os créditos:

- Eu estava muito bem para essa luta. Ele (Cain Velásquez) é muito, muito... Ele me derrotou (risos). Vou treinar para ficar melhor e poder enfrentá-lo de novo.

Cain Velasquez superou Junior Dos Santos pelo título dos pesados do UFC (Foto: Reuters)

Aos 31 anos, Velásquez chegou ao triunfo de número 13 na carreira, contra apenas uma derrota. Já Cigano foi derrotado pela terceira vez, a segunda para o campeão, em um total de 19 lutas.

Quando subiu ao octógono, Velásquez tinha ao seu lado o público de Houston, cidade onde se concentra uma grande comunidade do México. Todos, claro, estavam vaiando o brasileiro e gritando por seu ídolo que é americano, mas com fortes raízes mexicanas. E desde o início o campeão deu a eles motivos para comemorar. Cigano e Cain trocaram bombas já de cara, nenhuma efetiva, e Cain botou para baixo. O brasileiro se levantou e saiu. Ele deu um cruzado, mas Cain se esquivou e o travou na grade. Velásquez deu uma joelhada e tomou um direto. Cigano tentou um chute alto que passou no vazio. Cain novamente o travou na grade, soltando joelhadas no corpo, derrubou bem e ficou por cima. O americano se ajeitou na posição e alternou socos e cotoveladas. Cigano ficou de pé, mas não conseguiu se desgrudar. Enquanto isso, Cain o atingiu com socos na linha de cintura. No finzinho, Cigano errou um chute rodado.
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No segundo round, o campeão acertou duas bombas em Cigano, que baixou a guarda. Cain tentou outra queda, mas sem efeito. Ele botou Cigano com as costas na grade, afastou-se e disparou golpes com as duas mãos. Cigano fez uma esquiva e chamou Cain para a trocação. O brasileiro saiu, mas foi de novo para a grade. Cain tentou a queda, levantou-se e acertou uma bomba de direita. Na grade, Cain machucou o rival com joelhadas e ganchos no rosto. No fim, Cigano acertou um direto limpo, mas parou no gongo.

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No terceiro round, Cain voltou a botar Cigano na grade. O ex-campeão abriu espaço e acertou dois bons socos. No terceiro, Velásquez desviou e o travou. O brasileiro tomou um knockdown com uma direita forte. O americano foi pra cima, mas Cigano achou forças para se levantar. Na sequência, a coisa se repetiu. De pé, Cigano perdeu fôlego. Completamente tonto, ele levou mais dois cruzados potentes, mas resistiu bravamente. Quando acabou o assalto, o rosto do brasileiro já estava bastante inchado e sangrando.

Cain Velasquez castigou Junior Dos Santos no UFC 166 (Foto: Getty Images)

Cigano abriu o quarto round com um cruzado de esquerda, mas Cain devolveu com juros. Acuado, o brasileiro levou outra sequência potente e seguiu de pé. E mais golpes. E mais golpes. Velásquez valorizou a vantagem e botou Cigano na grade. Quando se afastou, fez bela esquiva para encaixar outro diretaço. Cigano acertou uma cotovelada no rosto do americano, que não chegou a balançar. Com o rosto de Cigano todo ensanguentado, o árbitro Herb Dean interrompeu o duelo por alguns instantes. Na volta, o brasileiro jogou um overhand no ar. Contra a grade, ele encaixou forte cotovelada no rosto de Velásquez, que deu um passo para trás e devolveu com um direto.

Cigano jogou um overhand de raspão no começo do quinto assalto. Na segurança, Cain botou para baixo. O campeão ficou nas costas do rival, disparando socos. Eles se levantaram, e Cain o botou com as costas na grade mais uma vez. Velásquez acertou uma esquerda no queixo do oponente. Depois de travá-lo na grade, ele puxou Cigano para baixo. O brasileiro, ajoelhado e já sem forças, botou as mãos na cabeça para se defender. Cain foi para cima e disparou mais alguns socos até que o arbitro interrompesse a luta, quando o relógio marcava 3m09s do round final.

O próximo compromisso de Cain Velásquez já tem nome e será outro brasileiro: Fabricio Werdum. O gaúcho foi confirmado recentemente pelo UFC como desafiante ao cinturão dos pesados, mas ainda não existe uma data certa para o combate. O mais provável é que eles se enfrentem no primeiro semestre do ano que vem.

Confira os resultados do UFC 166:

Cain Velásquez venceu Junior Cigano por nocaute técnico aos 3m09s do round 5
Daniel Cormier venceu Roy Nelson por decisão unânime (30 a 27, 30 a 27 e 30 a 27)
Gilbert Melendez venceu Diego Sanchez por decisão unânimes (29 a 28, 30 a 27 e 29 a 28)
Gabriel Napão venceu Shawn Jordan por nocaute técnico a 1m33s do round 1
John Dodson venceu Darrell Montague por nocaute aos 4m13s do round 1
Tim Boetsch venceu CB Dollaway por decisão dividida (30 a 26, 27 a 29 e 30 a 26)
Hector Lombard venceu Nate Marquardt por nocaute a 1m48s do round 1
Jessica Eye venceu Sarah Kaufman por decisão dividida (29 a 28, 28 a 29 e 29 a 28)
KJ Noons venceu George Sotiropoulos por decisão unânime (29 a 28, 28 a 29 e 30 a 27)
Adlan Amagov venceu TJ Waldburger por nocaute aos 3m45s do round 1
Tony Ferguson venceu Mike Rio por finalização (triângulo de mão invertido) a 1m52s do round 1
Andre Fili venceu Jeremy Larsen por nocaute técnico aos 53s do round 2
Kyoji Horiguchi venceu Dustin Pague por nocaute técnico aos 3m51s do round 2





Por:Evelyn Rodrigues, Ivan Raupp e Marcelo Russio/Combate

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