sexta-feira, 15 de maio de 2015

Mãe de Belfort prioriza saúde e não verá a luta: "Não tenho mais coração"

Dona Jovita, que já passou por duas cirurgias cardíacas, ficará em casa no próximo dia 23, quando seu filho encara Chris Weidman, no UFC 187: "Fico muito nervosa"


Vitor Belfort e sua mãe, Jovita (Foto: Arquivo Pessoal)

Os olhos do mundo estarão voltados para o MGM Grand Garden Arena, palco de Chris Weidman x Vitor Belfort, luta principal do UFC 187, sediado em Las Vegas. Exceto dona Jovita Vieira, mãe do "Fenômeno". Ela estará de ouvidos atentos, coração apertado, porém, não irá assistir ao duelo - nem nos Estados Unidos e nem pela televisão.

Com quatro stents no coração, Jovita recusou convites para assistir ao confronto em eventos. Ficará em sua casa, na Zona Sul do Rio de Janeiro, para acompanhar o duelo do filho. Ela, que não vê in loco uma luta do filho desde maio de 2013, vai ser informada pela irmã, Cássia, do desenrolar do embate. Pelo bem de sua saúde, prefere manter distância da TV. É muita adrenalina para um coração combalido não só pelas cirurgias, como também pelo desaparecimento da filha, Priscila Belfort, episódio noticiado nacionalmente, em 2004.

- Meu filho, o coração está a mil. Fico muito nervosa, é bom ficar quietinha, não gosto de ficar com muita gente. Fico no quarto, enquanto minha irmã vai me dando notícias. Quando o Vitor ganha, vou para a sala comemorar. Não tenho mais coração, não. Depois que a Priscila desapareceu, virei manteiga derretida. Fiquei bem mais sensível, digamos assim. Após as cirurgias, tenho que tomar um cuidado maior, bem maior com a saúde - afirmou, em entrevista aoCombate.com.

Jovita sempre foi participativa, desde os primeiros passos do filho nas artes marciais mistas, então chamada de Vale-Tudo. Parte do sucesso de Vitor Belfort passa por ela, que sempre o incentivou - até mesmo quando o filho, adolescente, decidiu morar nos Estados Unidos com o mestre Carlson Gracie.

Vitor Belfort costuma visitar a mãe quando vem ao Rio de Janeiro, onde ela mora (Foto: Divulgação)



- Fiz tudo sempre pra realizar o sonhos dele e da Pri. No começo, ninguém acreditava no Vitor, diziam que não daria futuro essa profissão. A única pessoa que ajudou, que incentivou, fui eu. Quero que ele realize esse esse sonho. Essa luta é mais especial, porque ele quer muito os três cinturões, o que ninguém conseguiu. Sei que para ele não é uma luta, é um sonho. Os sonhos movimentam o Vitor. Estou na expectativa. Queria que estivéssemos no dia 24, já com a luta terminada (risos).

Apesar da distância - Vitor Belfort mora em Miami -, Jovita mantém contato frequente com o filho e os netos. Recebeu a ligação do lutador no Dia das Mães e, claro, um papo sobre o UFC 187 foi inevitável.

- Falamos sobre a luta, sobre a família. Ele está bem, com a cabeça feita, com um controle mental muito bom. Está mais velho, experiente. Peço sempre a Deus para que o Vitor saia vitorioso e que ninguém se machuque. Antigamente eu pedia por um soco só, agora, peço por um chute só (risos). Espero que seja uma luta rápida, muito rápida, para não dar tempo de sofrer (risos) - torce a mãe-coruja.

Jovita ficará em casa no dia 23 de maio (Foto: Arquivo Pessoal)

Testemunha das batalhas diárias do filho, Jovita garante que ele merece conquistar o cinturão do Ultimate pela terceira vez - marca inédita na organização.

- Há muitos bons lutadores mas considero o Vitor um dos melhores, é muito versátil. Ele merece pela história que tem no Ultimate. Sempre deu dignidade ao esporte, nunca foi brigão, nem desrespeitoso com o adversário. Tem tesão em lutar mesmo depois de tanto tempo. Precisou se reinventar. Ele gosta disso, vive isso, quer sempre dar o melhor. O outro (Weidman) falou muito. Adoro o fato do Vitor se
preocupar mais com ele próprio do que com os adversários - elogiou.

Embora se esforce para não pensar tanto no UFC 187, a fama de Vitor Belfort no Rio de Janeiro, às vezes, não permite que a mente de dona Jovita descanse. Quando sai de casa, as pessoas fazem questão de lembrá-la do combate.

- Na rua, no elevador do prédio, o verdureiro da esquina... Todo mundo fala: "Estou torcendo por ele". Perguntam do Vitor, é uma torcida grande. O menino da padaria fica feliz quando vem fazer entrega aqui. Todo mundo pede camiseta, eu teria que ter uma fábrica (risos).





Por:Marcelo Barone/SporTV

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